Amelie

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Até que ponto o uso de remédios é indicado?

March 18th, 2015

Há alguns meses escrevemos sobre ejaculação precoce aqui, e o tema repercutiu bem entre os leitores. Um dos pontos questionados, foi quanto ao uso de medicação. Mesmo sendo o mais intuitivo a ser feito, nem sempre a utilização de remédios é a melhor opção para o tratamento da ejaculação precoce. Para a ejaculação precoce remédio não tem atuação direta no problema, apenas atacam alguns sintomas periféricos, que nem sempre podem ser a real causa para a ejaculação precoce. Os medicamentos comumente indicados são apenas relaxantes musculares, para alívio da tensão muscular provocada pelo nervosismo, que além de acarretar uma sensação ruim, pode provocar a contração de zonas erógenas, ou seja, que causam prazer quando estimuladas, acarretando na ejaculação prematura. Uma destas zonas no homem é a próstata, que, com a contração do ânus, pode ser estimulada e acelerar o processo sensorial durante a interação sexual, provocando o ato ejaculatório mais rápido. Outros medicamentos muito utilizados são os da família dos calmantes e bloqueadores do sistema nervoso central (os “tarja preta”). Pessoalmente, acho uma ignorância a utilização deste tipo de medicamento para este fim, mesmo que sua utilização faça sentido no campo teórico, é como matar uma mosca com uma bazuca, no campo prático. Os efeitos colaterais do uso deste tipo de medicamento são infinitamente maiores do que os benefícios que pode ser causado para o fim aqui colocado. Exercícios para relaxamento, alimentação balanceada com a inclusão de medicamentos notoriamente conhecidos pelos benefícios calmativos, como o maracujá e a camomila, uma boa conversa com um amigo próximo ou, até mesmo, um profissional da área, em geral são muito mais eficazes do que o uso de medicamentos controlados. A explicação é simples, a causa do problema. Não há registro de casos onde o paciente tem problemas de ejaculação prematura ou precoce motivada por uma depressão profunda, ou ansiedade mórbida, onde a utilização deste tipo de medicamentos é indicada, esteja ligada ao processo de antecipação da ejaculação.

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No Brasil, estima-se que aproximadamente 38% dos homens sexualmente ativos já sofreram, ao menos uma vez, ou sofrem com a ejaculação precoce. A orientação profissional é, sem sombra de dúvidas, a melhor medida que o paciente pode tomar para o combate da ejaculação precoce como tratar uma doença convencional, caso a mesma tenha ocorrido duas ou mais vezes em menos de 3 meses (havendo, obviamente, atividade sexual no período). Em casos extremos, onde há ejaculação sem penetração e/ou estimulo, apenas com a excitação provocada por alguma situação, recomenda-se orientação de um médico.

 

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